20/05/2008

Impressões - Segunda de Festa do Pinhão



Segunda-feira de Festa do Pinhão é sempre aquela coisa: entrada de graça, cachaça rolando solta e confronto de ideologias no palco alternativo. Mas ontem foi um pouco pior. Ao chegar à Festa levei um susto ao ver uma "banda", se assim posso chamar, ou grupo de rap. É pedir pra dar merda. Logo em seguida uma banda de punk e na seqüência hard rock. Que misturança! Que falta de visão. Nos anos anteriores com o antigo palco ainda, existia os dias de certos estilos específicos e nos intervalos colocavam música dance, o que já era um problema. Esse ano, palco novo, boa estrutura, sem os intervalos de dance music, mas em compensação essa misturança de trejeitos. Cada um com seu gosto, mas colocar um som mais trabalhado, onde os espectadores gostam ou amam o som que estão escutando junto com outras ideologias onde os espectadores vão pra Festa pra "ficar ruim" e "pegar mulher" é incoerente. Mais visão pessoal! Organização!
A parte boa da história ficou pela apresentação da Ms. Jane. Como fã declarado que sou, fiquei ansioso assistindo as bandas precedentes, até que finalmente Gustavo e cia. subiram ao palco para mais uma viadagem assumida. Som de qualidade como sempre acompanhado de muito estilo e presença de palco. Rolou até uma dedicatória de música de parte do Gustavo para sua namorada, que, aliás, os dois, formam um casal de beleza incrível! Vida longa aos dois. Parabéns à banda com suas recentes composições próprias que logo logo vão estar fazendo sucesso por onde passarem.
Mas antes que a Ms. Jane entrasse em cena, Paulinho, ser emblemático na cidade com seu estilo punk, subiu ao palco à frente da Mental Hell para mais uma viagem às origens do punk, contagiando à todos que passavam pelo palco alternativo. Show empolgante que me fez rever conceitos. Parabéns à cena punk, sempre fazendo a sua parte!
Agora, em uma visão geral da Festa, o que posso dizer por enquanto é que os organizadores investiram no que aparece mais, ou seja, palcos e stands e deixaram um pouco de lado os pavilhões e outras coisas de menor projeção. Os palcos ficaram com uma aparência ótima, quase uma unanimidade, mas ao passar pelos pavilhões se veêm muita coisa deixada de lado, mal acabada e esquecida.
Hoje, mais um dia de portões abertos, mais um dia de palco alternativo... e ainda faltou falar do palco tradicionalista. Mas isso fica pra amanhã.

Robson

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