24/11/2009
23/09/2009
Terra Fria

Uma nova paixão, um novo motivo para sorrir. É tão gratificante ter encontrado algo novo que me faça amar cada dia; Vem do nada e toma conta, a teoria do design perfeito não prevê certas incógnitas como esse tipo de paixão. Quando foi mesmo? Parece que sábado, esse último e antes disso onde estava você? A velha cuca da vovó tem sua fórmula mágica mas para coisas do coração não existem receitas; Mais uma lacuna preenchida, levarei essa paixão para o túmulo e depois... só o nada.
14/09/2009
RPG

Entre os anos 30 e 40 do século XX um gênio chamado Tolkien fazia um apanhado geral e detalhado das lendas européias e começava a compor sua obra que seria o ponto de partida para um mundo novo, desconhecido porém fascinante, onde Elfos e Fadas realmente existem e uma boa ração e botas confortáveis podem ser seus melhores parceiros de viagem. Talvez ele não soubesse que a obra daria origem a tantas outras, em diversos ramos de arte, culminado em primores como a tão aclamada trilogia Senhor dos Anéis, que nada mais é que a adaptação da obra para o cinema.
Logo após a obra literária ter sido publicada, a fábrica de desenhos, em ascenção sem precendentes na época, lança Dungeons and Dragons, série inspirada no jogo de mesmo nome, ambientalizada num mundo Hostil (O Reino) onde feras pulululam a todo tempo, mas com brava coragem os heróis acabam por derrotar seus inimigos. Com elemntos fantásticos como dragões de cinco cabeças (Tiamat) e seres meio homem / meio fera, os heróis centrais são ajudados por uma mago chamado "Mestre dos Magos" e atrapalhados por outro: "Vingador"; a intrigante série, fruto de estudos filosóficos com paradigmas associativas ao nosso dia-a-dia, traz a simplificação do mundo de Tolkien, numa linguagem simples, tão direta quanto o jogo.
O Jogo consciste de personagens, interpretados pelos jogadores, sentados quase sempre ao redos de uma mesa, onde existe um "mestre" que é a pessoa responsável por criar a história guiar os personagens ruma a um objetivo como por exemplo roubar o tesouro de um poderoso dragão. Este "Mestre" vai descrevendo a história e os jogadores vão guiando seus personagens previamente criados e equipados. Esse jogo foi fruto de caso de polícia recentemente, onde jogadores levaram a estória para a vida real chegando a casos extremos de morte como parte do objetivo do jogo em questão. O ocorrido foi um fato isolado onde o fanatismo, péssimo em qualquer ambiente, motivou um assassinato e manchou a reputação da obra em geral.
RPG: Role-playing game "Jogo de interpretação de personagens"
16/02/2009
Trecho do pior livro do Saramago, segundo ele próprio... repito, pior livro:
"Chegaram a Lisboa ao cair da tarde, na hora em que a suavidade do céu infunde nas almas um doce pungimento, agora se vê como tinha razão aquele admirável entendedor de sensações e impressões que afirmou ser a paisagem um estado de alma, o que ele não soube foi dizer-nos como seriam as vistas nos tempos em que não havia no mundo mais que pitecantropos, com pouca alma ainda, e, além de pouca, confusa. Passados tantos milénios, e graças aos aperfeiçoamentos, já pode Pedro Orce reconhecer na melancolia aparente da cidade a imagem fiel da sua própria tristeza íntima. Habituara-se à companhia destes portugueses que o tinham ido procurar às inóspitas paragens onde nascera e vivia, agora não tarda que devam separar-se, cada um para seu lado, nem as famílias resistem à erosão da necessidade, que fariam simples conhecidos, amigos de fresca data e tenras raízes.
Dois Cavalos atravessa a ponte devagar, à velocidade mínima autorizada, para dar ao espanhol tempo de admirar a beleza das paisagens de terra e mar, e também a grandiosa obra de engenharia que liga as duas margens do rio, esta construção, falamos da frase, é perifrástica, usámo-la só para não repetirmos a palavra ponte, de que resultaria solecismo, da espécie pleonástica ou redundante. Em as várias artes, e por excelência nessa de escrever, o melhor caminho entre dois pontos, ainda que próximos, não foi, e não será, e não é a linha a que chamam recta, nunca por nunca ser, modo este enérgico e enfático de responder a dúvidas, calando-as."
A Jangada de Pedra, 1986, edição de bolso, pág 93, Companhia das Letras, 1ª Ed. 2006
29/10/2008
Não me deixe ver as horas

Não me deixe ver as horas
Eu quero viver
Os relógios nos aprisionam
Nas entranhas da ansiedade
Encurtam a já breve existência
Entronizam objetivos adiáveis
Fazem-nos ver a realidade irreal da brevidade compulsiva
Não me deixe ver as horas
Ainda hoje quero apreciar a totalidade que me rodeia
Apreciar e vivenciar
Notar o gotejar do orvalho
Beijar um idoso
Abraçar uma árvore
Por favor
Não me deixe ver as horas
Robson
Foi necessário

Ah que sensação agradabilíssima
É preciso uma tempestade para que suceda-se um lindo dia de sol
A tristeza assolou-me, era necessário
Agora escuto o quiquiriqui das rosas na alvorada
Entendo todos os versos da 7ª sinfonia
Amo o simples fato de existir
Antigos equívocos eu nem sei onde se perderam
Sofra como sofri
Seja um suicida da existência
E depois viva
E depois ame
E depois iluda-se por vontade própria
E se a vida cair na rotina
Atire-se do alto dos prédios da prepotência
Deixe a ignorância invadir-lhe para depois encurralá-la
A bonança sucede a turbulência
E antecede o clímax da felicidade embriagante
Robson
28/10/2008
Incolor

Incoerência, intransigência, indisponibilidade, incompetência.
Essa dor de novo!
E dessa vez não parte de mim
um amigo está com o coração partido
uma amiga que eu já nem sei que é
um irmão perdido, para sempre
e eu é quem sofro.
Dessa vez o mundo me pareceu tridimensional, circular, tive todos os ângulos no mesmo ângulo, delirei, estive em todos os lugares, me perdi.
Acordei e quis ser diferente
uma câmera fotográfica surgiu do nada
e foi como veio
Inexplicável, indolor... Indolor?! Não! Doeu, para a vida toda.
Outro dia foram os cubos coloridos, certa vez uma danceteria no meio do quarto, dessa vez... talvez o olhar de deus... é, deve ser deus... ouço vozes; acordo desacordado, quem está aí? que voz é essa? ele está me chamando, de volta, mas não creio em você, só existe na minha ausência, na minha demência.
Cada vez mais próximo do eu;
e mais longe do entendimento.
20/10/2008
A glória e/ou a morte

Tenho assumido a opinião de que arriscar sempre vale mais à pena, que viver com velhos conceitos e deixar de arriscar e consequentemente perder a oportunidade de ser mais feliz, ou ao menos feliz, ou de ainda aprender bastante, seja através dos acertos ou dos erros, é tempo perdido, é regredir como ser humano tanto intelectualmente como emocionalmente, mas hoje me veio à idéia a possibilidade de errar na escolha, ou mesmo escolher o que é melhor e se perder na escolha, abandonar o que era certo e acabar por não conseguir se desvencilhar do que ficou pra trás. Aí vem o choro, a sensação de derrota, aquele sentimento de ter perdido para si mesmo ou para a vida... Mas acontece que escolhas são escolhas, sempre ficará algo de bom, ou muito bom, para trás e se as circunstâncias parecem não estar indo bem os únicos culpados somos nós, não por ter feito a escolha errada, mas por não ter tido sapiência ou agilidade para lutar com as adversidades. E tem outra: não há escolha que não tenha um lado bom. Há casos em que é preciso equilibrar o que ficou e o que virá, acertar ou errar é uma questão de ponto de vista. Os grandes sábios da história souberam anteceder fatos, preveram o que era, por vezes iminente, mas que poucos queriam aceitar e a gente tem um pouco de vidente também, basta ver o que está aí, analisar se estamos fazendo a coisa certa; você não pode plantar beterrabas e querer colher cenouras, as evidências de acertos ou erros estão diante de nossos olhos, cabe a nós mudar a realidade.
Robson
18/10/2008
A mídia, sempre ela

Presenciamos na última semana mais um ato criminal onde a mídia tratou de criar seus mártires do momento. A exploração desanunciada novamente invadiu nossas casas e a poluição visual de uma mídia sensacionalista se fez presente por toda a semana. Sou obrigado a criticar esse jornalismo infantil que não só transmite informações, mas trata de criar santos, por vezes deuses, que acabam eclodindo numa enxurrada de sentimentalismos incoerentes na população. O caso do ônibus da linha 174 no Rio, da invasão da casa de Silvio Santos e da menina Gabriela são alguns exemplos desse jornalismo que não se preocupa em passar a informação, o que ele quer é chamar a atenção, vender, ter audiência, ultrapassar padrões existentes e a informação torna-se mero acaso. Na semana seguinte mais uma pobre menina se tornará uma santa da mídia e nós o que temos com isso? Que me desculpem os amigos jornalistas que são culpados indiretamente por tudo isso, mas não consigo ver o que essa exploração visual nos traz de bom.
Robson
16/10/2008
O império

Durante a história a humanidade presenciou a ascensão de grandes impérios como o persa, o egípcio e o maior império da história antiga, o romano. Essas grandes máquinas de conquista e dominação influenciaram diretamente a vida dos povos conquistados, mudando modos e jeitos, línguas, comidas e bebidas chegando até mesmo a usurpar traços culturais de povos dominados que acabaram por criar lendas, muitas vezes distorcendo a realidade, endeusando conquistadores. Trazendo esse contexto histórico para a atualidade, estamos passando por uma fase crítica, onde o maior império já existente, o estadunidense, está à beira de uma derrocada avassaladora, jamais vista antes, pois quanto mais alta é a subida... Se a decadência dos EUA persistir, e até torço pra isso, presenciaremos uma miríade de valores e princípios na humanidade, pois essa nação detentora de tal título desejável, mudou, repaginou, usurpou, toda a cultura do mundo. Os antigos impérios podem ter exercido grande influencia sobre regiões abrangentes, mas não como esse atual, que domina praticamente 100% do globo terrestre e o que não impõe na população fica-se subentendido que é necessário para se ter uma vida melhor, pelo menos superficialmente. Os estadunidenses conquistaram o mundo por poder político, não por força bruta; por imposição de idéias e não por forças armadas. Cabe um adendo aqui de que essa crise só chegou ao nível em que está por puro boato, fofocas de que essa ou aquela grande empresa falir-se-ia, e pelo preciosismo americano que decidiu valorizar cada vez mais os bens que tem e acabou por não ter clientes à quem vender. Em outras palavras, uma cultura que impunha, ou impõe situações, mas que tem estruturas fracas, talvez bonitas de se assistir mas que não garantem nada, que promete muito e que talvez realmente confirme esse muito mas que não pensou o que aconteceria se todo mundo tivesse esse muito. O ramo imobiliário, grande vilão da crise, valorizou demais seus bens criando uma instabilidade horrenda, onde todos querem se desfazer de seus valiosos imóveis. Concluindo, diria que talvez não estamos preparados para a derrocada do império americano, tudo será novo e quem saber usar de inteligência com as novas situações irá se sobressair.




